Hoje conversando com uma amiga, ela com duvidas ainda se quer ou não o jornalismo me perguntou como eu fiz essa escolha. Na verdade me fez pensar muito e refletir sobre isso, precisei voltar a minha infância. As minhas brincadeiras de criança sempre foram de entrevistar as pessoas e tudo absolutamente tudo, virava microfone em minhas pequenas mãos. Era o cabo da vassoura, colheres, garfos e até escovas. Talvez se meus pais fossem desatentos isso teria passado sem nenhum significado aparente. Ao contrário disso ganhei um microfone com um rádio, que me acompanhou até meus nove anos. Minha lembrança é bem viva deste presente, lembro exatamente como ele era, vermelho com amarelo da gradiente. Aos onze anos diferente das outras adolescentes eu me aventurei em dar palestras, uma garota que mal sabia o que era a vida.
Foram treze anos realizando as mais diversas palestras, para públicos de todas as idades, perdi as contas de quantas foram e para quantas pessoas eu já falei. Aos quinze anos meu primeiro emprego como professora de informática, eu simplesmente amava dar aulas. Aos 17 anos a escolha o que fazer da vida, minha mãe sempre foi bem preocupada com o nosso futuro, eu disse que queria fazer jornalismo, ela disse que eu morreria de fome que era melhor eu fazer outra faculdade. Assim o fiz, Relações Internacionais, no começo eu achava que aprenderia a gostar, mas me tornei muito infeliz, não gostava tentava, mas não era aquilo que eu queria. Aos 21 anos passei em um concurso da prefeitura da cidade onde morei minha vida inteira, era instrutora profissionalizante de informática, gostava de dar aulas sempre gostei de ensinar, mas ainda não era isso. Neste período tinha um programa na rádio que chamava Papo Jovem, falava de assuntos diversos.
Exatamente em novembro de 2008 recebi um telefonema durante o programa que mudou minha vida, uma mulher me dizendo que estava para cometer suicídio e ao ouvir minhas palavras desistiu da façanha. Fiquei muda, parada não sabia o que dizer, disse apenas obrigada, ela me disse você não sabe o poder que tem com as palavras, obrigada por salvar minha vida. Eu simplesmente não acreditei que poderia ter aquele poder, como eu uma garota que mal conseguia saber o que queria para vida poderia salvar alguém? Essa história foi contada em vários lugares, até nos sermões da missa, eu sentia medo disso. Mas diziam que eu era um exemplo, e tantas outras ligações e e-mails recebi dos mais diversos países, Holanda, Japão e Austrália foram alguns deles.
Vou voltar no tempo para explicar quem sou eu. Meus pais vieram de famílias muito humildes, trabalharam muito e ainda trabalham para proporcionar conforto para nós, são verdadeiros guerreiros que eu tenho muito orgulho. Eles sempre nos deram muito amor e foram nossos melhores amigos. Meu pai é meu super herói daquele que larga a vida quando precisamos. Minha mãe ai, minha heroína que batalha muito e sempre foi minha melhor amiga, daquelas que eu ligo até hoje para contar tudo que acontece na minha vida. Eu nunca fui muito de baladas e de namorados eu sempre optei por fazer a diferença na vida das pessoas. Por isso durante muito tempo da minha vida participei da pastoral da juventude um grupo da Igreja Católica, tínhamos um encontro para jovens na qual eu era coordenadora e dava muitas palestras.
Perdi as contas também de quantos encontros eu participei, a cada encontro eu me sentia mais feliz de fazer o que eu fazia. No final destes encontro tínhamos uma reunião com os pais e depois como encerramento uma missa, onde eu cantava e relatava o que havia acontecido no encontro com os jovens. Foram inúmeras vezes que os pais vieram às lagrimas, mas eu nunca achei que isso fosse mérito meu, pelo contrário mesmo com os pais vindo e me falando que eu tinha mudado a vida dos filhos ou às vezes os filhos vindo e me contando que pela primeira vez o pai disse que o amava, eu jamais senti que isso era comigo, pelo contrário ficava tímida e envergonhada com isso. Agora voltando, depois que aquela mulher relatou a história eu simplesmente pensei que era hora de fazer uma escolha na minha vida, e exercer o dom que tinha recebido. Mas poxa eu tinha 21 anos, era concursada, tinha uma vida confortável na casa dos meus pais, perto da minha família como largar tudo e recomeçar novamente? Pois bem, percebi que já era hora de lutar pelo meu sonho e largar o comodismo. Abandonei meu concurso, deixei meus pais, amigos, família, casa e meu programa de rádio. Mudei para Maringá, uma cidade sete vezes maior que a minha, comecei minha faculdade tão sonhada de jornalismo.
Neste período não foi nada fácil, pensei diversas vezes em voltar, abandonar tudo, sentia muita falta da minha família. Mas por graça de Deus eles sempre me apoiaram e me fizeram permanecer forte na minha escolha. Sofri muito, tinha dias que o desespero era tamanho que dava vontade de sair correndo pelas ruas da cidade sem direção. Mas olhando para trás não me arrependo de exatamente nada, nenhum sofrimento ou abandono foi em vão. Tudo valeu muito, hoje não sou mais aquela garota, sou mulher, madura, decidida, sei exatamente onde quero chegar. Reconheço minhas falhas, meus acertos, sei que erro e aceito isso, sei onde preciso melhorar enquanto pessoa e profissional. Me reconheço e não tenho medo de nada. Ser quem eu sou hoje é resposta para todas minhas duvidas, amo ser jornalista, estou realizada como pessoa e profissionalmente falando, lógico que eu quero mais. A gente sempre quer, mas sei que a minha escolha foi certa. Se eu fui privada de algumas coisas na minha adolescência e na infância? Depende do ponto de vista, eu não acho isso, fazia tudo que eu queria ninguém nunca me forçou a nada.
Eu escolhi dar palestras, ser jornalista e não ir para baladas ou ter um milhão de namorados. Foram minhas escolhas e não me arrependo, amo a vida que tenho! Foi assim que eu construí quem eu sou, essa jornalista aqui que não tem uma lista cheia de porres que já tomou na vida, de um milhão de caras que já saiu ou de baladas que frequentou. Na minha lista tem histórias de vida de outras pessoas, superação, estudos e batalhas. E hoje posso agradecer ao dom de poder levar meus conhecimentos e o que aprendo todos os dias para casa das pessoas que acompanham pela televisão meu trabalho. Essa sou eu prazer Larissa Fernanda.. Simples assim!!!
Foram treze anos realizando as mais diversas palestras, para públicos de todas as idades, perdi as contas de quantas foram e para quantas pessoas eu já falei. Aos quinze anos meu primeiro emprego como professora de informática, eu simplesmente amava dar aulas. Aos 17 anos a escolha o que fazer da vida, minha mãe sempre foi bem preocupada com o nosso futuro, eu disse que queria fazer jornalismo, ela disse que eu morreria de fome que era melhor eu fazer outra faculdade. Assim o fiz, Relações Internacionais, no começo eu achava que aprenderia a gostar, mas me tornei muito infeliz, não gostava tentava, mas não era aquilo que eu queria. Aos 21 anos passei em um concurso da prefeitura da cidade onde morei minha vida inteira, era instrutora profissionalizante de informática, gostava de dar aulas sempre gostei de ensinar, mas ainda não era isso. Neste período tinha um programa na rádio que chamava Papo Jovem, falava de assuntos diversos.
Exatamente em novembro de 2008 recebi um telefonema durante o programa que mudou minha vida, uma mulher me dizendo que estava para cometer suicídio e ao ouvir minhas palavras desistiu da façanha. Fiquei muda, parada não sabia o que dizer, disse apenas obrigada, ela me disse você não sabe o poder que tem com as palavras, obrigada por salvar minha vida. Eu simplesmente não acreditei que poderia ter aquele poder, como eu uma garota que mal conseguia saber o que queria para vida poderia salvar alguém? Essa história foi contada em vários lugares, até nos sermões da missa, eu sentia medo disso. Mas diziam que eu era um exemplo, e tantas outras ligações e e-mails recebi dos mais diversos países, Holanda, Japão e Austrália foram alguns deles.
Vou voltar no tempo para explicar quem sou eu. Meus pais vieram de famílias muito humildes, trabalharam muito e ainda trabalham para proporcionar conforto para nós, são verdadeiros guerreiros que eu tenho muito orgulho. Eles sempre nos deram muito amor e foram nossos melhores amigos. Meu pai é meu super herói daquele que larga a vida quando precisamos. Minha mãe ai, minha heroína que batalha muito e sempre foi minha melhor amiga, daquelas que eu ligo até hoje para contar tudo que acontece na minha vida. Eu nunca fui muito de baladas e de namorados eu sempre optei por fazer a diferença na vida das pessoas. Por isso durante muito tempo da minha vida participei da pastoral da juventude um grupo da Igreja Católica, tínhamos um encontro para jovens na qual eu era coordenadora e dava muitas palestras.
Perdi as contas também de quantos encontros eu participei, a cada encontro eu me sentia mais feliz de fazer o que eu fazia. No final destes encontro tínhamos uma reunião com os pais e depois como encerramento uma missa, onde eu cantava e relatava o que havia acontecido no encontro com os jovens. Foram inúmeras vezes que os pais vieram às lagrimas, mas eu nunca achei que isso fosse mérito meu, pelo contrário mesmo com os pais vindo e me falando que eu tinha mudado a vida dos filhos ou às vezes os filhos vindo e me contando que pela primeira vez o pai disse que o amava, eu jamais senti que isso era comigo, pelo contrário ficava tímida e envergonhada com isso. Agora voltando, depois que aquela mulher relatou a história eu simplesmente pensei que era hora de fazer uma escolha na minha vida, e exercer o dom que tinha recebido. Mas poxa eu tinha 21 anos, era concursada, tinha uma vida confortável na casa dos meus pais, perto da minha família como largar tudo e recomeçar novamente? Pois bem, percebi que já era hora de lutar pelo meu sonho e largar o comodismo. Abandonei meu concurso, deixei meus pais, amigos, família, casa e meu programa de rádio. Mudei para Maringá, uma cidade sete vezes maior que a minha, comecei minha faculdade tão sonhada de jornalismo.
Neste período não foi nada fácil, pensei diversas vezes em voltar, abandonar tudo, sentia muita falta da minha família. Mas por graça de Deus eles sempre me apoiaram e me fizeram permanecer forte na minha escolha. Sofri muito, tinha dias que o desespero era tamanho que dava vontade de sair correndo pelas ruas da cidade sem direção. Mas olhando para trás não me arrependo de exatamente nada, nenhum sofrimento ou abandono foi em vão. Tudo valeu muito, hoje não sou mais aquela garota, sou mulher, madura, decidida, sei exatamente onde quero chegar. Reconheço minhas falhas, meus acertos, sei que erro e aceito isso, sei onde preciso melhorar enquanto pessoa e profissional. Me reconheço e não tenho medo de nada. Ser quem eu sou hoje é resposta para todas minhas duvidas, amo ser jornalista, estou realizada como pessoa e profissionalmente falando, lógico que eu quero mais. A gente sempre quer, mas sei que a minha escolha foi certa. Se eu fui privada de algumas coisas na minha adolescência e na infância? Depende do ponto de vista, eu não acho isso, fazia tudo que eu queria ninguém nunca me forçou a nada.
Eu escolhi dar palestras, ser jornalista e não ir para baladas ou ter um milhão de namorados. Foram minhas escolhas e não me arrependo, amo a vida que tenho! Foi assim que eu construí quem eu sou, essa jornalista aqui que não tem uma lista cheia de porres que já tomou na vida, de um milhão de caras que já saiu ou de baladas que frequentou. Na minha lista tem histórias de vida de outras pessoas, superação, estudos e batalhas. E hoje posso agradecer ao dom de poder levar meus conhecimentos e o que aprendo todos os dias para casa das pessoas que acompanham pela televisão meu trabalho. Essa sou eu prazer Larissa Fernanda.. Simples assim!!!

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