quinta-feira, 28 de março de 2013

Saúde pública uma vergonha



Bem hoje estou aqui para demonstrar minha indignação enquanto cidadã, que paga os milhares de impostos todos os dias. Infelizmente precisei utilizar a saúde pública na manhã desta quinta-feira, como eu não esperava o melhor atendimento do mundo, as atendentes grossas e com aquela má vontade típica de quem parece estar trabalhando porque é obrigada. Até este ponto eu já estou acostumada, depois de esperar duas horas para ser atendida, eis que entro no consultório. Pensei ufa agora vou ser atendida e poderei ir embora, triste engano, o médico não olhou na minha cara me perguntou o que eu tinha. Eu falei esperando que ele fosse me examinar, mais um engano, ele nem olhou no meu rosto. Pegou a receita prescreveu mil remédios sem saber o que eu tinha.

Desculpe, mas minha paciência tem limite e não resisti. Olhei para o rosto dele que estava abaixado para a mesa e falei “O senhor só pode estar zoando com a minha cara”. Ele rapidamente ergueu os olhos e indignado perguntou por que. Eu sou educada, mas não me faça de palhaça, isso eu aprendi com meus pais que sempre me mostrando que eu devo lutar pelos meus direitos. Eu respondi para o médico, que simplesmente eu jamais iria tomar aqueles remédios, pois ele não sabia o que eu tinha. Com a maior cara de pau ele me disse que pelos sintomas, detalhe que eu havia falado os sintomas, ele tinha certeza da minha doença. Eu levantei deixei a receita em cima da mesa dele e disse: você pode fazer isso com as pessoas que não conhecem seus direitos, mas eu sei bem os meus e isso não vai ficar assim, e sai do consultório. Até eu chegar na porta ele já estava implorando para eu voltar para dentro do consultório que iria me explicar e me examinar, eu olhei para trás e disse jamais eu volto ou tomo qualquer medicamento que o senhor me receite.

Como eu poderia confiar em um médico que nem olhou o que eu tinha e me prescreveu uma medicação fortíssima. Indignada fui para o pronto atendimento e fui muito bem atendida, depois de relatar o acontecido para a chefe do local. Percebam se eu não conheço meus direitos ou simplesmente aceito o tratamento que eu havia recebido essa história teria ficado por isso mesmo. Este desabafo meus amores é para vocês fazerem valer todos os seus direitos como brasileiros. Temos direito a saúde de boa qualidade, educação e até lazer. Não cruzem os braços ou se conformem com o atendimento que receberem, façam valer. Falem para serem ouvidos e se necessário for procurem os órgãos competentes. Eu fiz minha parte hoje, sei que a imprensa e minha profissão colaborou para que o atendimento e a resposta fosse rápida, mas eu iria até as ultimas consequências para solucionar o meu caso. E espero de todo meu coração que vocês façam o mesmo...Simples assim..




sexta-feira, 22 de março de 2013

Mudanças a arte de viver



Somos criados para acreditar em muitas coisas, que a vida sempre será plena, cheia de alegria, que terá algumas decepções no caminho, que seremos melhores, que tudo irá passar e que sempre existe um outro ponto de vista que mudará nossa ótica pelo mundo. E logo a gente cresce e percebe que nem sempre a vida é tão justa assim, que você pagará um preço alto muita vezes por ser exatamente quem você é. As pessoas nem sempre serão tão boas e nem tão más quanto te apresentam em um primeiro momento. Muitas vezes não conseguiremos ser melhores e nem piores, simplesmente seremos nós. E que as dores servem para aprendermos, mas também serve para nos fazer acreditar que o mundo não se resume em nossa vizinhança.

Fazemos tantos planos, queremos tantas coisas e em uma noite percebemos que nada disso tem valor, se nosso coração e pensamentos estiverem longe daquilo que amamos e inundado por ressentimentos. E neste momento jogada naquele lugar, escutando cada palavra, com o coração imundo, repleto de duvidas, medos, vontade de desistir de tudo, sem entender muito bem o motivo que me levou lá, percebi que fui sendo inundada por algo que me preenchia cada espaço. Ódio, rancor, magoa, insatisfação, solidão e todos esses sentimentos se transformaram. Me senti repleta, feliz, de bem com a vida e com vontade de partilhar cada sentimento. Mas tem coisa que ninguém entenderia, só quem pode ter a honra de viver esses momentos sabe exatamente do que eu estou falando. Pode parecer paranoico ou tanto quanto louco, mas ontem fui dormir de bem com a vida e principalmente aliviada comigo. Fiz as pazes com o meu coração e com a vida.

Estou sedenta por viver, quero ir além, quero buscar minha felicidade, mas deixando a vida do outro repleta como a minha. Dizem por ai que todo mundo tem uma missão na vida, eu não sei ainda qual é a minha, um dia quem sabe irei descobrir, o que eu sei agora é que eu quero fazer a vida dos outros leves, com o meu jeito de vive a vida. Sei que nesta nova fase muitas pessoas irão se afastar, porque não é fácil aceitar essa ótica de ver o mundo. Mas quero apenas o que forem de verdade, que respeitem minha visão de encarar a vida a partir deste momento. A velha Larissa existe e sempre existirá, mas agora preciso de muito mais, estou novamente querendo encantar a vida e serei quem eu realmente sou. Este é o meu momento espero que todos possam respeitar e posso garantir estou leve e feliz. Desejo que todos possam fazer uma experiência de recomeços sem medo de serem felizes, com as poucas coisas que nossos olhos podem enxergar. Simples assim...





terça-feira, 19 de março de 2013

BBB na Câmara



Hoje eu decidi escrever sobre alguns acontecimentos que me incomodam como cidadã. Por mais que eu não more mais em Nova Andradina ainda assim é minha cidade, onde eu construiu boa parte do que sou e que minha família ainda moram por lá. Talvez não vai fazer diferença nenhuma o que eu vou relatar aqui para quem não é morador e contribuinte do local, mas mesmo assim eu insisto em escrever, pois este fato como tantos outros acontecem em diversas cidades do país. Estou desde sábado pensando e como escrever, aqui não está a jornalista, mas aquela que é cidadã assim como você.

Fiquei perplexa quando li uma noticia que a câmara de Nova Andradina, havia virado um verdadeiro BBB ou seria melhor dizer uma pegadinha dessas que passam na televisão? Câmeras escondidas, com dinheiro publico, para investigar o que? Ou melhor quem? Espionar, seguir os passos, mas quem autorizou? Invasão da vida real, com um circuito que investiga os trabalhadores, que ali prestam serviço, afinal quem em sã consciência, faria uma barbárie e teria tempo de arquitetar tudo. Acho que estava faltando trabalho ou sobrando tempo, ou será que andaram assistindo muitos filmes, desses que se escondem câmeras e descobrem falcatruas.

Foi você contribuinte que pediu para assistir? Para gastar o seu dinheiro nessas belas porcarias, sem serventia alguma? Eu não fui, juro, por mais que eu goste de matérias investigativas, ai está uma que não interessa. Ainda bem que descobriram a tempo, o atual presidente da câmara esta investigando todos os passos que foi dado para então comprar e instalar tais equipamentos revolucionários. Que foram instalados sem o consentimento de ninguém, até o momento o que se sabe é que todas as câmeras foram retiradas, lá era um verdadeiro emaranhado de câmeras escondidas. Onde tudo era filmado e registrado para que? Boa pergunta caro contribuinte, talvez algum esquema, ou vontade de descobrir alguma coisa que fosse de interesse de um ou dois, mas jamais de 50 mil habitantes. Agora eu só posso dizer uma coisa, vamos esperar o próximo capitulo do BBB da câmara de Nova Andradina... Simples assim.



segunda-feira, 18 de março de 2013

E a faxina começou...


Começo minha postagem no blog hoje falando desta que vos escreve. Bem as pessoas que estão a minha volta sempre acreditam que sou a pessoa mais forte do mundo, que nada me abala e nem magoa. Garanto a vocês por menos que possa parecer aqui bate um coração de verdade, tenho minhas crises, me frustro, sou sentimental e até choro. Sim, eu choro como todo mundo, não faço isso na frente de ninguém, porque sou assim não gosto de demonstrar minhas fraquezas. Eu tento ser para o outro e fazer exatamente tudo que está ao meu alcance. Estou sempre a disposição para ouvi-los e aconselha-los, pode ser às 7 da manhã ou às 23 horas.

Enxugo quantas lagrimas forem necessárias, compartilho quantas risadas oferecerem e apoio todas as decisões tomadas. Eu me anulo muitas vezes, sei que isso não é certo, mas é o meu jeito de encarar a vida, oferecer ao outro tudo que está em minhas mãos. Eu relevo quase tudo, falta de reciprocidade, de atenção, os erros, os fracassos e até algumas rasteiras. Mas uma coisa eu não consigo relevar, que o outro me faça de fantoche e pense que pode me levar para onde quiser e que eu não estou percebendo. Me finjo de idiota às vezes, afinal todo mundo uma hora vai nos magoar, a gente passa por cima, mas quando eu me canso e percebo que está indo longe demais, eu me recolho no meu casulo e me camuflo para não ser encontrada.

Prefiro refletir muito antes, do que sair falando um monte de besteiras e me arrepender, coloco na balança tudo exatamente tudo. Aquilo que foi positivo, os momentos engraçados, os amparos, os risos, as lagrimas, as conversas, as ironias, a personalidade e até o que não foi dito. Coloco também os tropeços, a falta de interesse, as discussões, os enganos, as mentiras e a compreensão. Isso às vezes demanda tempo, outras em um dia é possível perceber se o outro ainda merece estar em minha vida. Parece prepotência, mas garanto que não é. É necessário parar e pensar se o outro realmente deve ter um lugar especial na sua vida e no seu tempo de dedicação. Porque é importante em algum momento da vida analisar, cada um que habita seu mundo. Alguns vão tomando as rédeas da sua vida e quando você não sabe mais quem você é, mas você gosta desse cuidado e desses mimos. Outros entram como uma tempestade levam tudo até suas forças e vão embora na mesma velocidade. Outros vem como calmaria é aqueles que você gosta de estar perto e junto sempre, que jamais sairá do seu mundo mesmo com a distância.

Pessoas, está ai algo complexo de se conviver, mas eu ainda acredito em cada uma, mesmo quebrando a cara milhões de vezes, sempre serão boas até me provarem o contrário. Eu comecei uma faxina, estou tirando toda a poeira, reorganizando cada espaço, revivendo lembranças e colocando as coisas no lugar. Confesso que demorei um pouco para fazer isso, pois minha profissional estava ocupando cada pensamento e cantinhos do meu tempo. Agora é hora de recomeçar está ai uma palavra que eu gosto, sacudir a poeira e voltar para vida com tudo. Recomendo que você aproveite está segunda-feira, para começar está faxina em sua vida também, o resultado é uma organização de sentimentos e de prioridades, garanto que você vai gostar. Simples assim... 




domingo, 17 de março de 2013

Histórias da Expo Umuarama


Mesmo com todo o cansaço que eu ainda sinto, posso dizer que vale cada chuva, barro, mal respostas, sabe por que? Porque ver o reconhecimento nos olhos daqueles que por um segundo gostariam de estar no seu lugar para perguntar algo para seus ídolos não tem preço. Saber que somos a voz das pessoas é entender o que é jornalismo. Alguns vão dizer que entrevistar cantores não é jornalismo, dependendo da ótica eu também concordo. Mas por toda proximidade que este trabalho me proporcionou com as pessoas que nos assistem, acho que agora eu entendo a verdadeira responsabilidade que tenho quando assumo que sou jornalista. Vou relatar alguns fatos que aconteceram durante estes dias, que me deixaram felizes e outros que me fizeram crescer. Na correria da nossa vida profissional, entre uma pauta e outra, vamos deixando de conversar com nossos amigos da imprensa, na Expo Umuarama foi diferente,  ficamos mais unidos e juntos. Dividimos momentos incríveis e nos apoiamos uns nos outros quando percebíamos que unidos éramos mais fortes.

Conheci uma pessoa digamos que engraçada, a Rainha BBG (boa, bonita e gostosa) segundo ela. A garota queria estar em todas as coletivas, andava ou melhor desfilava pela expo, como se fosse uma famosa. Em uma das coletivas, de Munhoz e Mariano, ela fez alguns perguntas que deixaram os meninos um tanto quanto constrangidos, mas tudo bem fã é fã e as vezes o preço de ser famoso é esse. Com uma bela faixa que segundo ela, foi eleita pelas pessoas da expo, a verdade é que ela foi eleita por ela, mas que ela ficou famosa nestes dias e que todo mundo sabia quem era, isso é fato. Conheci uma pessoa maravilhosa, com um dom incrível, Ilson Galli, um locutor de rodeio incrível que eu aprendi muito. Um homem cheio de histórias, que eu gostaria de ficar dias conversando e o ouvindo. Nestes dias senti o peso que tem o microfone e uma câmera, ontem um casal que estavam sentados na arena prestigiando o rodeio me chamou, pessoas simples de coração imenso, me contaram que estavam ali à duas horas esperando para ver a Perla, porque era muito fãs, os olhos daquela mulher simples brilharam ao falar da cantora. Juro que eu me emocionei, pediram para tirar fotografia eu disse que sim. Algumas horas depois Perla chega ao estande da Tv e a mulher chora fora do estande, ao entrar minutos depois ela é atendida pela artista. A emoção tomou conta do lugar, era impossível não perceber todo carinho que aquela mulher simples tinha por ela.

Bem para quem acompanha meu blog posso afirmar que todo meu cansaço, os pés doendo, uma alergia que apareceu do nada, dividir espaço com outros repórteres na coletiva do governador, aguentar estrelas, chuva, barro e tudo mais só me deram a certeza que eu estou na profissão certa. Eu amo cada calo que eu tenho nos pés, cada madrugada que passei em claro e todos os momentos que eu presenciei. Minha vida pessoal ficou para trás nestes dias, realmente não tinha tempo para nada. Mas de verdade eu viveria tudo de novo e outra vez, porque fazer aquilo se ama não tem nada no mundo que pague. Eu espero que vocês e sei que tem alguns que seguem meu blog, futuros jornalistas façam por amor e dedicação, porque nossa profissão é magica e única, levando esperança a muitos corações. Simples assim..




terça-feira, 12 de março de 2013

Meu coração pede...


Com a correria da minha vida profissional tenho me tornado um tanto sem paciência para certas coisas. Às vezes um simples fato no dia já me faz fazer um diluvio em uma tampinha de xarope. Acho que preciso de ir para a casa dos meus pais, sentir o aconchego de uma casa quentinha com pessoas que eu amo e que sei sentirem o mesmo por mim. Acordar e ter o café colocado na mesa e aquele cheiro que invade todos os cômodos. É acho que preciso de colo e de poder esquecer um pouco da vida corrida e todas as responsabilidades. Não pensar em nada simplesmente curtir a pacata cidade de Nova Andradina, reclamar que não tem nada para fazer, rever meus amigos queridos que me fazem uma falta do tamanho do mundo.

Poder ir para qualquer lugar sem ter preocupação, sentar em uma mesa e falar sobre a vida, não a minha, mas a dos outros. Refletir sobre os pensamentos que me atormentam a todo instante. Colocar pontos finais e poder recomeçar sem ter medo de arrependimentos, sim é isso que eu preciso. Ver o céu azul e sentir aquele clima que só minha cidade natal tem. Sentar com meus familiares e rir, colocar as fofocas em dia, ter aquele almoço maravilhoso servido e ao redor da mesa minha grande família que tanto me faz falta. Acho que estou cansada da solidão, de passar dias sem ter quem eu realmente amo por perto. Sei que faz parte da vida e das conquistas que tanto almejei, mas o coração não entende ele simplesmente sente falta. É acho que ele sente falta de pessoas de verdade por perto, daquelas que você pode ligar e segundos depois está em sua porta te dando aquele colo ou um simples abraço. Sente falta de receber mensagens inesperadas e saber que cada letra era de verdade. Sente falta de recusar convites e preferir assistir novela com a minha mãe. Sente falta de atitudes.

Sente falta de rodar a rotatória vinte vezes rindo da vida. Sente falta de fazer loucuras e não ter medo de arrependimentos. Sente falta de saber que sempre ouviria besteiras, que morreria de rir até a barriga doer, mas quando o assunto fosse sério também teria a pessoa ao meu lado para ouvir e me aconselhar. Sente falta de sair a meia noite sem destino apenas para jogar conversa fora. Sente falta de fugir de pessoas chatas e de pular de lugar em lugar. Sente falta de ouvir música boa e cantar desafinados. Sente falta de sentar em frente a casa e simplesmente esquecer do mundo. Sente falta, sim meu coração sente tanta falta que dói e escorre pelos olhos. A como eu queria pessoas de verdade e inteiras, daquelas que eu pudesse dividir cada pensamento e pudesse compartilhar da vida delas também. Mas quer saber só de saber que eu tenho tudo isso, mesmo longe me dá forças para continuar e seguir em frente. E aos poucos quem sabe a vida se encarrega de colocar pessoas reais na minha vida. E o conselho de hoje é amores aproveitem o que vocês tem de melhor agora, cada segundo, porque depois realmente pode ser tarde demais. Simples assim..




segunda-feira, 11 de março de 2013

A arte de surpreender..

Meus amores a minha vida está super corrida, por isso o abandono no blog, até a semana que vem será assim, meu trabalho anda consumindo meu tempo, porque está acontecendo a Expo Umuarama, mas prometo postar regularmente a partir da próxima semana. Bem vamos lá. Eu sou o tipo de pessoa que adora fazer surpresas e agradar quem está perto de mim. Gosto de mandar mensagem apenas dizendo bom dia, para demonstrar que lembrei da pessoa. Alguns pensam que sou um tanto retrograda por gostar ainda de escrever cartinhas, deixem que pensem o que quiserem eu sou assim. Gosto de deixar bilhetes espalhados, demonstrando o quanto a pessoa é importante para mim. Adoro fuçar na internet e achar vídeos e músicas bonitinhas ou engraçados e mandar para a pessoa que eu acho que gosta da mesma coisa que eu.

Gosto de presentear as pessoas que eu amo, pode ser um bombom com um bilhete. Adoro fazer comidinhas que elas gostam, mesmo com a falta de tempo que já não me permite ser tão doce e carinhosa com as pessoas que me cercam, mas eu tento agradar. A pergunta neste momento deve ser “ por que você está escrevendo sobre isso?” Resposta porque na correria dos dias deixamos de agradar as pessoas que convivemos, muitas vezes nem bom dia dizemos. Esses carinhos fazem bem para alma, de quem o recebe e de quem o fornece. Quando conseguimos fazer alguma surpresinha, por mais singela que possa ser é sinal que dedicamos um tempo para a pessoa, e quem não gosta de saber que o outro passou alguns minutos que seja planejando algo para você? Garanto que todo mundo gosta. Essa é a magia de podermos compartilhar a vida com alguém, nossos amigos merecem nosso tempo, nossa família e até alguém especial em sua vida.

Não precisa gastar nenhum real, basta um simples cartão ou mensagem dizendo simplesmente bom dia. Esses carinhosos gostosos na alma, tão raros neste mundo louco, que perdeu o sentido para alguns, mas posso garantir que faz falta. Falta de saber que o outro parou e pensou em você, que dedicou um minuto, que o fez sem pensar no que receberia depois, sem obrigação, sem seguir protocolos. É tão comum em datas comemorativas como aniversário e natal as pessoas comprarem um cartão e apenas assinarem, ou simplesmente procurar alguma coisa na internet e copiar essas mensagens prontas. Cadê a dedicação para o outro, o escrever o que realmente está sentindo. Está faltando sinceridade até nas palavras, tudo virou robótico  e frio.

Eu tenho a graça em minha vida de desde muito pequena ser ensinada, não por palavras, mas por exemplo a sempre escrever e deixar bilhetinhos para as pessoas que amamos. Meus pais tem um baú repleto de bilhetes que trocaram desde o namoro até os dias de hoje. Minha irmã e eu, aprendemos a seguir o mesmo caminho, deixar bilhetes de te amo, bom dia e até recados de onde iriamos. Até hoje fazemos isso, colamos no espelho do banheiro, deixamos junto com o celular ou com as chaves. Essa sensação de receber um bilhetinho por mais singelo, às vezes  apenas com os dizeres te amo tá é simplesmente única e indescritível. Hoje eu convido vocês a fazerem essa experiência, deixe um bilhete para alguém que você goste, seus pais, irmãos, amigos ou namorado. Dedique um minuto da sua vida, este carinho é delicioso e não tem preço. Tenham uma excelente semana cheinha de surpresas lindas. Simples assim...





segunda-feira, 4 de março de 2013

Renúncia do Papa

Este não é meu é de um garoto de 23 anos, mas como compartilho com vocês tudo que eu acho interessante resolvi posta-lo no blog. O texto é longo, mas garanto que vale o tempo de dedicação...


A verdadeira causa da renúncia do Papa

Tenho 23 anos e ainda não entendo muitas coisas. E há muitas coisas que não se podem entender às 8 da manhã quando te dirigem a palavra para dizer com a maior simplicidade: "Daniel, o papa se demitiu". E eu de supetão respondi: "Demitiu?" A resposta era mais do que óbvia, "Quer dizer que renunciou, Daniel, o Papa renunciou!"
O Papa renunciou. Assim irão acordar inúmeros jornais da manhã, assim começará o dia para a maioria. Assim, de um instante para o outro, uns quantos perderão a fé e outros muitos fortalecerão a sua. Mas este negócio de o Papa renunciar é uma dessas coisas que não se entendem.
Eu sou católico. Um entre tantos. Destes católicos que durante sua infância foi levado à Missa, depois cresceu e foi tomado pelo tédio. Foi então que, a uma certa altura, joguei fora todas as minhas crenças e levei a Igreja junto. Porém a Igreja não é para ser levada nem por mim, nem por ninguém (nem pelo Papa). Depois a uma certa altura de minha vida, voltei a ter gosto por meu lado espiritual (sabe como é, do mesmo jeito como se fica amarrado na menina que vai à Missa, e nos guias fantásticos que chamamos de padres), e, assim, de forma quase banal e simples, continuei por um caminho pelo qual hoje eu digo: sou católico. Um entre muitos, sim, porém, mesmo assim, católico. Porém, quer você seja um doutor em teologia ou um analfabeto em escrituras (destes como existem milhões por aí), o que todo mundo sabe é que o Papa é o Papa. Odiado, amado, objeto de zombaria e de orações, o Papa é o Papa, e o Papa morre como Papa.

Por isto, quando acordei com a notícia, como outros milhões de seres humanos, nos perguntamos: por que? Por que renuncias, senhor Ratzinger? Ficou com medo? Foi consumido pela idade? Perdeu a fé? Ganhou a fé? E hoje, depois de 12 horas, acho que encontrei a resposta: o Senhor Ratzinger renunciou, porque é o que ele fez a sua vida inteira.
É simples assim.

O Papa renunciou a uma vida normal. Renunciou a ter uma esposa. Renunciou a ter filhos. Renunciou a ganhar um salário. Renunciou à mediocridade. Renunciou às horas de sono, em troca de horas de estudo. Renunciou a ser um padre a mais, porém também renunciou a ser um padre especial. Renunciou a encher sua cabeça de Mozart, para enchê-la de teologia. Renunciou a chorar nos braços de seus pais. Renunciou a estar aposentado aos 85 anos, desfrutando de seus netos na comodidade de sua casa e no calor de uma lareira. Renunciou a desfrutar de seu país. Renunciou à comodidade de dias livres. Renunciou à vaidade. Renunciou a se defender contra os que o atacavam. Pois bem, para mim a coisa é óbvia: o Papa é um sujeito apegado à renúncia.

E hoje ele volta a demonstrá-lo. Um Papa que renuncia a seu pontificado, quando sabe que a Igreja não está em suas mãos, mas na de algo ou alguém maior, parece-me um Papa sábio. Ninguém é maior que a Igreja. Nem o Papa, nem os seus sacerdotes, nem seus leigos, nem os casos de pederastia, nem os casos de misericórdia. Ninguém é maior do que ela. Porém, ser Papa a esta altura da história, é um ato de heroísmo (destes que se realizam diariamente em meu país e ninguém os nota). Eu me lembro sem dúvida da história do primeiro Papa. Um tal... Pedro. Como foi que morreu? Sim, numa cruz, crucificado como o seu mestre, só que de cabeça para baixo.

Nos dias de hoje, Ratzinger se despede da mesma maneira. Crucificado pelos meios de comunicação, crucificado pela opinião pública e crucificado por seus próprios irmãos católicos. Crucificado à sombra de alguém mais carismático. Crucificado na humildade, essa que custa tanto entender. É um mártir contemporâneo, destes a respeito dos quais inventam histórias, destes que são caluniados, destes que são acusados, e não respondem. E quando responde, a única coisa que fazem é pedir perdão. "Peço perdão por minhas faltas". Nem mais, nem menos. Que coragem, que ser humano especial. Mesmo que eu fosse um mórmon, ateu, homossexual ou abortista, o fato de eu ver um sujeito de quem se diz tanta coisa, de quem tanta gente faz chacota e, mesmo assim, responde desta forma... este tipo de pessoas já não existe em nosso mundo.

Vivo em um mundo onde é divertido zombar do Papa, porém é pecado mortal fazer piada de um homossexual (para depois certamente ser tachado de bruto, intolerante, fascista, direitista e nazista). Vivo num mundo onde a hipocrisia alimenta as almas de todos nós. Onde podemos julgar um sujeito que, com 85 anos, quer o melhor para a Instituição que representa. Nós, porém, vamos com tudo contra ele porque, "com que direito ele renuncia?" Claro, porque no mundo NINGUÉM renuncia a nada. Como se ninguém tivesse preguiça de ir à escola. Como se ninguém tivesse preguiça de trabalhar. Como se vivesse num mundo em que todos os senhores de 85 anos estivessem ativos e trabalhando (e ainda por cima sem ganhar dinheiro) e ajudando a multidões. Pois é.

Pois agora eu sei, senhor Ratzinger, que vivo em um mundo que irá achá-lo muito estranho. Num mundo que não leu seus livros, nem suas encíclicas, porém que daqui a 50 anos ainda irá recordar como, com um gesto simples de humildade, um homem foi Papa e, quando viu que havia algo melhor no horizonte, decidiu afastar-se por amor à Igreja. Morra então tranquilo, senhor Ratzinger. Sem homenagens pomposas, sem corpo exibido em São Pedro, sem milhares chorando e esperando que a luz de seu quarto seja apagada. Morra então como viveu, embora fosse Papa:humilde.
Bento XVI, obrigado por suas renúncias.

Quero somente pedir minhas mais humildes desculpas se alguém se sentiu ofendido ou insultado com meu artigo. Considero a cada uma (mórmons, homossexuais, ateus e abortistas) como um irmão meu, nem mais nem menos. Sorriam, que vale a pena ser feliz.