Ontem o
querido Raysson me sugeriu escrever sobre minha primeira matéria para a
televisão. Juro que fiquei horas pensando no que eu poderia escrever e como foi
essa experiência. Eu trabalhava no financeiro da TV Maringá – Band e iria
cobrir as férias da minha amiga Carolina Prestes no jornalismo, mas ficaria na
produção. Nunca passou na minha cabeça ser repórter, na verdade era a única coisa
que eu não queria fazer, televisão. Até que no dia 30 de dezembro de 2011 eu
chego na televisão às 6h para o jornal onde iria fazer o TP e durante o jornal
tudo estava nos conformes. Quando às 8h o âncora e editor chefe do jornal, me
pergunta se eu faria umas enquetes na rua, seria uma retrospectiva, fiquei
paralisada, tentei argumentar que nunca tinha feito, que não queria aparecer.
Ele com toda a calma do mundo me falou, “não Larissa é umas enquetes só”. O
cinegrafista que estava cobrindo as férias do outro, me falou que iria me
ajudar, para eu ficar tranquila. Eu aceitei era umas enquetes, apenas isso.
Quando
estava saindo o editor olha para mim e dispara “faz uma passagem, pode ser bem
pequena”. Eu não sabia se saia correndo, se desistia de tudo, fiquei surtada.
Fui para a rua com muito medo, o Ricardo cinegrafista tentava me acalmar,
falando que tudo iria dar certo. No meio do caminho ele me diz que iríamos
pegar uma sonora no bombeiro, já tinha entendido que aquilo não era apenas uma
enquete, era um Vt com tudo que tinha direito. Liguei para o meu pai na hora
surtando, ele me acalmou e me disse para eu ficar tranquila que capacidade eu
tinha. Me senti aliviada, cheguei no Corpo de Bombeiros, conversei com o
comandante, pegamos a sonora e fomos fazer as enquetes. Como no primeiro dia
tudo pode acontecer comigo não foi diferente, a primeira pessoa que eu fiz
enquete, perguntando como foi 2011 e quais as expectativas de 2012, me tratou
super bem, no final perguntei o nome completo e a profissão. Adivinhem a
profissão? Acompanhante, o cinegrafista olhou para minha cara espantado, lembro
exatamente como foi a cara dele. Ao sair de lá ele me disse: “começou bem”. Fiz
outras tantas enquetes, ao terminar o Ricardo olhou para mim e disse: “agora
vamos fazer a passagem”. Essas palavras quase me enlouqueceram, estava com medo
de chegar perto do microfone.
Era a hora
de debutar em frente às câmeras, pensei em um texto rápido e gravamos. A minha
certeza no momento era não nasci para isso, deve ter ficado muito ruim. No
carro eu falava isso o tempo todo. O cinegrafista me olhou e disse “ para de
modéstia você muito bem no primeiro e vai melhorar muito mais, tenho certeza”.
Eu pensei não vou melhorar porque esse foi o primeiro e o último que eu farei
na minha vida. Cheguei na redação e descobri que eu faria a retrospectiva de
2011, responsabilidade enorme para alguém que tinha começado a poucas horas. O
Amaro um super professor, me ensinou tudo, como deveria gravar os offs, qual
entonação simplesmente tudo.
De tarde
gravei os offs, o Vt tinha oito minutos muito grande para quem começou naquele
dia. De tarde o Ricardo me propôs fazermos a matéria da virada do ano, por ele
eu topei fazer. Segundo Vt da minha vida, como o ano novo caiu no domingo, as
matérias foram exibidas na segunda-feira dia 2, estava apreensiva. Naquele dia
depois assistir o jornal descobri o que eu faria para o resto da minha vida,
queria ser repórter de televisão. E durante todas as férias da minha amiga eu
fiz inúmeros VTs, sempre com as dicas preciosas do editor e do cinegrafista.
Hoje posso dizer que devo muito a eles, sem os ensinamentos e a insistência
deles, jamais eu teria conhecido a magia da televisão, nunca teria feito e nem
pensado em fazer. Talvez estivesse fazendo outra coisa da vida, ou estaria
ainda buscando meu caminho, mas as pessoas aparecem em nossas vidas no momento
certo. Posso dizer hoje que vale muito arriscar-se na vida, experimentar tudo,
principalmente quando ainda você é estudante. Para depois pensar e resolver o que
você realmente quer fazer da vida e o que você sabe fazer e o fará feliz. Hoje
sou realizada profissionalmente, faço o que eu amo, quando em algum momento
sinto aquele frio na barriga ou medo de fazer alguma coisa, lembro do primeiro
dia que eu fiz televisão. Principalmente todos os ensinamentos que ganhei nestes
oito meses na Tv Maringá, que me abriu inúmeras portas e me fez ser quem eu sou hoje. Posso apenas agradecer a oportunidade, deste grupo maravilhoso que me ajudou a crescer profissionalmente. Essa é a história do meu primeiro Vt e como escolhi ou fui escolhida para fazer televisão. Simples assim...

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