quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

A primeira matéria a gente nunca esquece..


Ontem o querido Raysson me sugeriu escrever sobre minha primeira matéria para a televisão. Juro que fiquei horas pensando no que eu poderia escrever e como foi essa experiência. Eu trabalhava no financeiro da TV Maringá – Band e iria cobrir as férias da minha amiga Carolina Prestes no jornalismo, mas ficaria na produção. Nunca passou na minha cabeça ser repórter, na verdade era a única coisa que eu não queria fazer, televisão. Até que no dia 30 de dezembro de 2011 eu chego na televisão às 6h para o jornal onde iria fazer o TP e durante o jornal tudo estava nos conformes. Quando às 8h o âncora e editor chefe do jornal, me pergunta se eu faria umas enquetes na rua, seria uma retrospectiva, fiquei paralisada, tentei argumentar que nunca tinha feito, que não queria aparecer. Ele com toda a calma do mundo me falou, “não Larissa é umas enquetes só”. O cinegrafista que estava cobrindo as férias do outro, me falou que iria me ajudar, para eu ficar tranquila. Eu aceitei era umas enquetes, apenas isso.

Quando estava saindo o editor olha para mim e dispara “faz uma passagem, pode ser bem pequena”. Eu não sabia se saia correndo, se desistia de tudo, fiquei surtada. Fui para a rua com muito medo, o Ricardo cinegrafista tentava me acalmar, falando que tudo iria dar certo. No meio do caminho ele me diz que iríamos pegar uma sonora no bombeiro, já tinha entendido que aquilo não era apenas uma enquete, era um Vt com tudo que tinha direito. Liguei para o meu pai na hora surtando, ele me acalmou e me disse para eu ficar tranquila que capacidade eu tinha. Me senti aliviada, cheguei no Corpo de Bombeiros, conversei com o comandante, pegamos a sonora e fomos fazer as enquetes. Como no primeiro dia tudo pode acontecer comigo não foi diferente, a primeira pessoa que eu fiz enquete, perguntando como foi 2011 e quais as expectativas de 2012, me tratou super bem, no final perguntei o nome completo e a profissão. Adivinhem a profissão? Acompanhante, o cinegrafista olhou para minha cara espantado, lembro exatamente como foi a cara dele. Ao sair de lá ele me disse: “começou bem”. Fiz outras tantas enquetes, ao terminar o Ricardo olhou para mim e disse: “agora vamos fazer a passagem”. Essas palavras quase me enlouqueceram, estava com medo de chegar perto do microfone.

Era a hora de debutar em frente às câmeras, pensei em um texto rápido e gravamos. A minha certeza no momento era não nasci para isso, deve ter ficado muito ruim. No carro eu falava isso o tempo todo. O cinegrafista me olhou e disse “ para de modéstia você muito bem no primeiro e vai melhorar muito mais, tenho certeza”. Eu pensei não vou melhorar porque esse foi o primeiro e o último que eu farei na minha vida. Cheguei na redação e descobri que eu faria a retrospectiva de 2011, responsabilidade enorme para alguém que tinha começado a poucas horas. O Amaro um super professor, me ensinou tudo, como deveria gravar os offs, qual entonação simplesmente tudo.

De tarde gravei os offs, o Vt tinha oito minutos muito grande para quem começou naquele dia. De tarde o Ricardo me propôs fazermos a matéria da virada do ano, por ele eu topei fazer. Segundo Vt da minha vida, como o ano novo caiu no domingo, as matérias foram exibidas na segunda-feira dia 2, estava apreensiva. Naquele dia depois assistir o jornal descobri o que eu faria para o resto da minha vida, queria ser repórter de televisão. E durante todas as férias da minha amiga eu fiz inúmeros VTs, sempre com as dicas preciosas do editor e do cinegrafista. Hoje posso dizer que devo muito a eles, sem os ensinamentos e a insistência deles, jamais eu teria conhecido a magia da televisão, nunca teria feito e nem pensado em fazer. Talvez estivesse fazendo outra coisa da vida, ou estaria ainda buscando meu caminho, mas as pessoas aparecem em nossas vidas no momento certo. Posso dizer hoje que vale muito arriscar-se na vida, experimentar tudo, principalmente quando ainda você é estudante. Para depois pensar e resolver o que você realmente quer fazer da vida e o que você sabe fazer e o fará feliz. Hoje sou realizada profissionalmente, faço o que eu amo, quando em algum momento sinto aquele frio na barriga ou medo de fazer alguma coisa, lembro do primeiro dia que eu fiz televisão. Principalmente todos os ensinamentos que ganhei nestes oito meses na Tv Maringá, que me abriu inúmeras portas e me fez ser quem eu sou hoje. Posso apenas agradecer a oportunidade, deste grupo maravilhoso que me ajudou a crescer profissionalmente. Essa é a história do meu primeiro Vt e como escolhi ou fui escolhida para fazer televisão. Simples assim...





Nenhum comentário:

Postar um comentário