Somos criados para
acreditar em muitas coisas, que a vida sempre será plena, cheia de alegria, que
terá algumas decepções no caminho, que seremos melhores, que tudo irá passar e
que sempre existe um outro ponto de vista que mudará nossa ótica pelo mundo. E
logo a gente cresce e percebe que nem sempre a vida é tão justa assim, que você
pagará um preço alto muita vezes por ser exatamente quem você é. As pessoas nem
sempre serão tão boas e nem tão más quanto te apresentam em um primeiro
momento. Muitas vezes não conseguiremos ser melhores e nem piores, simplesmente
seremos nós. E que as dores servem para aprendermos, mas também serve para nos
fazer acreditar que o mundo não se resume em nossa vizinhança.
Fazemos tantos planos,
queremos tantas coisas e em uma noite percebemos que nada disso tem valor, se
nosso coração e pensamentos estiverem longe daquilo que amamos e inundado por
ressentimentos. E neste momento jogada naquele lugar, escutando cada palavra,
com o coração imundo, repleto de duvidas, medos, vontade de desistir de tudo, sem
entender muito bem o motivo que me levou lá, percebi que fui sendo inundada por
algo que me preenchia cada espaço. Ódio, rancor, magoa, insatisfação, solidão e
todos esses sentimentos se transformaram. Me senti repleta, feliz, de bem com a
vida e com vontade de partilhar cada sentimento. Mas tem coisa que ninguém
entenderia, só quem pode ter a honra de viver esses momentos sabe exatamente do
que eu estou falando. Pode parecer paranoico ou tanto quanto louco, mas ontem
fui dormir de bem com a vida e principalmente aliviada comigo. Fiz as pazes com
o meu coração e com a vida.
Estou sedenta por viver,
quero ir além, quero buscar minha felicidade, mas deixando a vida do outro
repleta como a minha. Dizem por ai que todo mundo tem uma missão na vida, eu
não sei ainda qual é a minha, um dia quem sabe irei descobrir, o que eu sei agora
é que eu quero fazer a vida dos outros leves, com o meu jeito de vive a vida.
Sei que nesta nova fase muitas pessoas irão se afastar, porque não é fácil
aceitar essa ótica de ver o mundo. Mas quero apenas o que forem de verdade, que
respeitem minha visão de encarar a vida a partir deste momento. A velha Larissa
existe e sempre existirá, mas agora preciso de muito mais, estou novamente querendo
encantar a vida e serei quem eu realmente sou. Este é o meu momento espero que
todos possam respeitar e posso garantir estou leve e feliz. Desejo que todos
possam fazer uma experiência de recomeços sem medo de serem felizes, com as
poucas coisas que nossos olhos podem enxergar. Simples assim...

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