Começo minha postagem no blog hoje falando desta que vos escreve. Bem as
pessoas que estão a minha volta sempre acreditam que sou a pessoa mais forte do
mundo, que nada me abala e nem magoa. Garanto a vocês por menos que possa
parecer aqui bate um coração de verdade, tenho minhas crises, me frustro, sou
sentimental e até choro. Sim, eu choro como todo mundo, não faço isso na frente
de ninguém, porque sou assim não gosto de demonstrar minhas fraquezas. Eu tento
ser para o outro e fazer exatamente tudo que está ao meu alcance. Estou sempre
a disposição para ouvi-los e aconselha-los, pode ser às 7 da manhã ou às 23
horas.
Enxugo quantas lagrimas forem necessárias, compartilho quantas risadas
oferecerem e apoio todas as decisões tomadas. Eu me anulo muitas vezes, sei que
isso não é certo, mas é o meu jeito de encarar a vida, oferecer ao outro tudo
que está em minhas mãos. Eu relevo quase tudo, falta de reciprocidade, de
atenção, os erros, os fracassos e até algumas rasteiras. Mas uma coisa eu não
consigo relevar, que o outro me faça de fantoche e pense que pode me levar para
onde quiser e que eu não estou percebendo. Me finjo de idiota às vezes, afinal
todo mundo uma hora vai nos magoar, a gente passa por cima, mas quando eu me
canso e percebo que está indo longe demais, eu me recolho no meu casulo e me
camuflo para não ser encontrada.
Prefiro refletir muito antes, do que sair falando um monte de besteiras
e me arrepender, coloco na balança tudo exatamente tudo. Aquilo que foi
positivo, os momentos engraçados, os amparos, os risos, as lagrimas, as
conversas, as ironias, a personalidade e até o que não foi dito. Coloco também
os tropeços, a falta de interesse, as discussões, os enganos, as mentiras e a
compreensão. Isso às vezes demanda tempo, outras em um dia é possível perceber
se o outro ainda merece estar em minha vida. Parece prepotência, mas garanto
que não é. É necessário parar e pensar se o outro realmente deve ter um lugar
especial na sua vida e no seu tempo de dedicação. Porque é importante em algum
momento da vida analisar, cada um que habita seu mundo. Alguns vão tomando as rédeas
da sua vida e quando você não sabe mais quem você é, mas você gosta desse
cuidado e desses mimos. Outros entram como uma tempestade levam tudo até suas
forças e vão embora na mesma velocidade. Outros vem como calmaria é aqueles que
você gosta de estar perto e junto sempre, que jamais sairá do seu mundo mesmo
com a distância.
Pessoas, está ai algo complexo de se conviver, mas eu ainda acredito em
cada uma, mesmo quebrando a cara milhões de vezes, sempre serão boas até me
provarem o contrário. Eu comecei uma faxina, estou tirando toda a poeira,
reorganizando cada espaço, revivendo lembranças e colocando as coisas no lugar.
Confesso que demorei um pouco para fazer isso, pois minha profissional estava
ocupando cada pensamento e cantinhos do meu tempo. Agora é hora de recomeçar
está ai uma palavra que eu gosto, sacudir a poeira e voltar para vida com tudo.
Recomendo que você aproveite está segunda-feira, para começar está faxina em
sua vida também, o resultado é uma organização de sentimentos e de prioridades,
garanto que você vai gostar. Simples assim...

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