terça-feira, 7 de maio de 2013

Será que ainda existe??



Hoje passeando pelas postagens do facebook e como de costume assistindo vídeos que me chamem a atenção pelos comentários de quem os postou, me deparei com este que deixarei o link para quem possa interessar. Ele conta a história real de um casal apaixonado, o namorado pede a namorada em casamento, mas depois de algum tempo ela sofre um terrível acidente e fica em uma cadeira de rodas. E ele está ao lado dela em todos estes momentos e permanecerá até que a morte o separem. Parece uma linda história de cinema, acredito que até poderia ser um filme. O motivo do meu texto, porém não é este, mas sim por todas as milhares de visualizações e compartilhamentos do vídeo. Este episódio não deveria chocar tanto as pessoas, deveria ser algo cotidiano, comum e normal, mas não é.

As relações se tornam cada vez mais rasas, dessas que terminam por qualquer motivo. Pode ser porque a garota encontrou um fortão mais interessante. O garoto uma com o pernão maior e a saia menor. Pode ser que ele tenha interesse por ela ser mais fácil ou concordar com ele mais rápido. Pode ser porque ele tem os olhos mais bonitos ou a leve para festas mais legais. Não vem ao caso mais uma vez, o que trago para este texto é a importância de refletirmos sobre o quanto não nos deixamos amar. Eu disse amar de verdade com todo o poder deste sentimento, de se entregar sem ter medo do que virá pela frente, de ir com o outro não apenas em baladas, mas estar em todos os momentos.

Amar o pior do outro, quando ele acorda de mal com a vida e precisa daquele abraço que o faz voltar a dar sentido para a sua existência. Dividir os problemas, aflições, angustias, medos e inseguranças do outro. Porque meus amores no momento da alegria qualquer um serve. Eu tenho medo desses relacionamentos de hoje em dia, que tem prazo de validade por uma noite ou semana. Onde está a delicia de poder conhecer o outro? De saber da vida e de como acordou e até o que almoçou? Onde estão as conquistas verdadeiras, daquelas que o interesse não é levar o outro para a cama, mas sim saber quem o outro é de verdade? Onde estão os homens e mulheres que desejam estar de corpo e alma com outra pessoa e somar para terem uma vida completa mesmo que complexa? Será que tudo isso virou utopia da minha mente insana? Será que pessoas que deixam os sentimentos aflorarem não existem mais? Que mundo é este, onde as pessoas tem medo de dizer e de deixar nascer um sentimento, se for assim quero mudar deste lugar, aqui não me serve.

Vou dividir uma história que algumas pessoas próximas conhecem e que eu tenho a honra de contar quantas vezes forem necessárias. Eu conheço o amor verdadeiro desse que vocês se emocionaram ao assistir o vídeo. Um casal de verdade, com duas filhas e com a família já constituída e que eu tenho a honra de poder ter vivido essa deliciosa lição de vida. Um dia este casal, voltava de Curitiba com outro casal de primos, no percurso da viagem um grave acidente acontece. Nada acontece com o casal de primos e nem com a mulher, mas com o motorista a perna é quebrada em 22 lugares e ele fica preso nas ferragens. Depois do socorro realizado, o homem precisa passar por uma cirurgia delicada que poderá resultar em nunca mais poder andar e com risco de morte. Depois de alguns dias dolorosos de recuperação da cirurgia eles voltam para casa, ele de cadeiras de rodas e dependendo de todos os cuidados de sua esposa e filhas. Os meses vão passando, a cadeira de rodas dá lugar para as moletas, mais um bom tempo e a vez é da bengala. Dois anos se passam e como por um milagre o homem volta a andar.

Durante todo este tempo nunca se ouviu nenhuma reclamação da esposa por ter que dedicar os cuidados ao seu esposo. Em nenhum momento se viu lagrimas de angustia ou pensamentos de desistência, sabe por quê? Porque no amor é assim, nada se torna fardo, tudo é leve e recompensador. Diferente dos relacionamentos dos dias atuais, que permanecem por uma noite e se outro reclamar de uma dor de cabeça será abandonado sem qualquer preocupação ou remorso pelo ato. Este casal que eu tenho a honra de narrar a história são meus pais, que eu morro de orgulho por acompanhar cada declaração de amor, abraços, beijos, passeios de mãos dadas. Eu só posso dizer que desejo um amor deste para cada um de vocês, um amor real e verdadeiro. Simples assim...




 

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