Neste último ano
principalmente nos quatro últimos meses ando com preguiça de conhecer pessoas.
Acordo faço minhas coisas, vou trabalhar e volto para meu apartamento
confortável e daqui não saio. Acho que o cotidiano da profissão que já me faz
conviver com tantas pessoas novas todos os dias, vai me deixando assim. Com
vontade de silêncio, de chegar e ficar quietinha sem perturbações. É muito
trabalhoso conhecer pessoas novas, primeiro você tem que sair de casa, colocar
uma bela roupa, fazer maquiagem e colocar um salto. Depois dirigir neste
transito caótico de Umuarama, achar um estacionamento, ser simpática o tempo
todo, ouvir a mesma pergunta e responder. Ouvir mil coisas, acreditar e depois
bumm desacreditar.
Acho que seria bem mais
fácil simplesmente as pessoas deixarem rolar, sem contar a vida inteira no
primeiro dia que você a conhece e nem falar o que não está sentindo para
agradar o outro. Acho que é a maturidade e os desencontros da vida que nos
torna assim, sem paciência para ouvir certas coisas. No outro dia você acorda e
pensa será que vale mesmo perder essas horas para conhecer outras pessoas? Ou
seria melhor continuar no aconchego da minha casa? Na verdade não sei, tem
vezes que vale e outras tantas era melhor que o destino não tivesse cruzado as
vidas. Ouço muito todos os dias, até da minha mãe, você precisa sair, conhecer
gente nova, preguiça essa é minha resposta. Lógico que se perde oportunidades
com em viver desse jeito, mas juro que às vezes eu prefiro mil vezes.
Tem aqueles dias que você
sente falta de ter alguém, mas para isso se tem os amigos também, que dão menos
trabalho e poupa tempo de possíveis desgastes futuros. Sempre fui este tipo de
garota que não curte viver em baladas, sair todas as noites e ter um cardápio
no telefone. Prefiro meu sossego, uma vidinha de amigos e dos meus silêncios.
Já que tentam me convencer que preciso mudar minha ótica perante a vida, estou
tentando sair mais de casa e deixar meu conforto, veremos onde isso vai dar.
Mas que eu gosto de curtir meu apartamento isso eu não posso negar. Simples
assim...

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